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Dólar vai a R$ 5,20 após discurso duro de Kevin Warsh; Ibovespa cai
Resumo:Mercado também acompanha preços ao produtor divulgados pelo IBGE e aguarda dados de emprego no Brasil referente ao mês de julho, que será publicado durante a tarde
Mercado também acompanha preços ao produtor divulgados pelo IBGE e aguarda dados de emprego no Brasil referente ao mês de julho, que será publicado durante a tarde
O dólaracelerou os ganhos no Brasil e superou os R$ 5,20nesta manhã de sexta-feira (28), após o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmar durante o simpósio de Jackson Hole que a instituição terá “trabalho a fazer” caso a inflação dos EUA siga acima da meta.
Após marcar a maior cotação até o momento na sessão de R$ 5,2140 (+0,97%), às 12h19 o dólar à vista subia 0,87%, a R$ 5,2063 na venda.

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Em seu discurso de estreia em Jackson Hole, Warsh afirmou que o Fed “terá trabalho a fazer” se seus membros não estiverem confiantes de que a inflação subjacente está chegando àmeta de 2%.
“Este é o meu treinamento: devemos estar confiantes de que a inflação básica está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer. Esse é o nosso trabalho... nosso mandato... e nossa responsabilidade”, disse Warsh.
Os comentários foram a senha para que os rendimentos dos Tesouros subissem, com os investidores globais elevando as apostas de que o Fed poderá subir juros já mês este.
Nos mercados de moedas, isso se traduziu na alta do dólar ante boa parte das demais divisas, incluindo moedas pares do real como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno.
O nível da taxa de juros nos EUA, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, impacta diretamente os fluxos de investimentos globais, inclusive para o Brasil, o que se reflete na taxa de câmbio.
Enquanto isso,o Ibovespasubia nos primeiros negócios nesta sexta-feira (28), enquanto investidores aguardavam o discurso do presidente de Warsh, em busca de sinais sobre os próximos movimentos de política monetária da maior economia do mundo.
Por volta das 12h20, a principal referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,36%, aos 174.509,86 pontos.
Já o dólar à vista encerrou a sessão de quinta-feira (27) com alta de 0,21%, aos R$ 5,1641.
Com a Selic em 14% no Brasil, ainda bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, o diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o país.
Hoje o cenário é um pouco diferente diante da possibilidade de alta de juros nos EUA e da perspectiva de novas baixas no Brasil.
Na agenda local, destaque ainda para a divulgação dos dados do Caged(Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de julho, às 14h30.
Nesta manhã, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que os preços ao produtor no país caíram 0,83% em julho ante junho, levando o acumulado em 12 meses para alta de 1,94%.
No exterior, às 9h29 o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,11%, a 99,217.
No mesmo horário, o dólar cedia ante divisas de emergentes como a lira turca, o peso mexicano e a rupia indiana.
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