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Opções do Copom na Bolsa já apontam para queda de 0,25 ponto na reunião de 4ª
Resumo:A mudança de expectativa foi observada no levantamento mais recente, divulgado pela B3 com base no fechamento do dia 12 de junho
Os contratos de Opção do Copom, utilizados para negociar expectativas em torno da variação da taxa Selic definida a cada reunião do comitê, passaram a indicar como cenário predominante um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) no próximo encontro, agendado para os dias 16 e 17 de junho.
A mudança de expectativa foi observada no levantamento mais recente, divulgado pela B3 com base no fechamento do dia 12 de junho. Nesse contexto, o contrato que incorpora uma redução de 0,25 p.p. encerrou a 68,75, sinalizando uma probabilidade de 70% para a concretização desse movimento.
A manutenção é negociada com probabilidade menor, de cerca de 32%.
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Por outro lado, os contratos que indicam queda de 2% ou qualquer tipo de aumento apresentam quase nenhuma probabilidade e não mostram negociação desde 3 de junho, de acordo com dados da plataforma de negociação da B3. Já os contratos que mostram queda de 0,25 ponto percentual passaram a ser negociados com mais força desde 8 de junho e, de forma também intensa, em 11 de junho. A manutenção foi negociada em maior volume em 12 de junho.
De acordo com o relatório WMM divulgado hoje, essa mudança nas apostas representa uma inflexão recente nas projeções, impulsionada por fatores externos que alteraram significativamente a percepção de risco global.
Segundo o mesmo relatório, essa reprecificação foi fortemente influenciada pela notícia de um acordo entre Estados Unidos e Irã envolvendo o Estreito de Ormuz, cuja reabertura tende a reduzir pressões sobre os preços internacionais de energia.
Esse movimento, por consequência, aumenta o espaço para flexibilização monetária, ao aliviar expectativas inflacionárias. Adicionalmente, o modelo da WMM também apontou queda relevante nas principais commodities agrícolas, o que pode contribuir para uma desaceleração da inflação de alimentos nos próximos meses.
Apesar desse ambiente mais favorável no curto prazo, o relatório ressalta que o cenário doméstico ainda impõe desafios importantes à condução da política monetária. A inflação permanece difusa entre diferentes setores da economia, enquanto o quadro fiscal segue pressionado por gastos públicos elevados, fatores que limitam a margem de atuação do Copom. Nesse contexto, embora haja espaço para um corte pontual na reunião, a tendência é de um ciclo de afrouxamento monetário limitado, com projeção de Selic em 13,50% em um cenário considerado otimista, conforme destaca a WMM.
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